É possível fazer uma recolha de música tradicional portuguesa em Lisboa, não a circunscrevendo ao fado? Parece que sim.

E, quantos aos falares regionais? Alguma coisa fica do que aprendemos desde o berço, mesmo que mais tarde tenhamos tido de nos conformar ao padrão do meio para onde nos transferimos.

Este vídeo de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria comprova-o pela voz de uma falante de Cabeceiras de Basto, há muitos anos em Lisboa. Não são só as cantigas de trabalho; são também o “i” entre os “aa” («linda-i-Ana»), e o “b” pelo “v”.

Anúncios